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Bruges

  • Foto do escritor: Luciana Rovay
    Luciana Rovay
  • 17 de jul. de 2018
  • 3 min de leitura


Para completar meus posts sobre o que conheci da Bélgica, me peguei aqui há longos minutos tentando escrever sobre Bruges (ou Brugge) sem conseguir pensar em nada muito diferente de uma cidade cenográfica. Não me entenda mal, embora linda (mesmo), para mim, Bruges teve um ar de parque temático. Talvez seja por ter seu centro histórico praticamente 100% dedicado ao turismo, é uma cidade onde não se vê muito movimento local, digo, dos moradores.


Bruges tem uma história de glória comercial entre os séculos XII e XVI e possui uma linda arquitetura medieval. Seu apogeu comercial na Idade Média foi conquistado após o surgimento do canal Zwin, devido a uma forte tempestade, e sua utilização como porto pelos moradores fabricantes de tecidos. A cidade cresceu tanto após as relações comerciais com a Inglaterra que empresas do norte da Itália abriram filiais em Bruges e o próprio sistema financeiro da época evoluiu bastante naquela região. No entanto, lá pelo ano de 1500, o tal canal Zwin começou a ficar obstruído por lodo e mesmo com as obras para tentar recuperá-lo, a cidade foi rapidamente ultrapassada por Antuérpia. Só no século XIX que ela se tornou uma cidade turística.


O caminho da estação até a Grote Mrkt (a praça principal) é impecável de lindo. Jardins perfeitos, canais com cisnes e barquinhos para lá e para cá, prédios muito bem preservados (e embelezados provavelmente) que hoje abrigam hotéis, lojas e restaurantes charmosíssimos e até carruagens.


Os passeios de barcos pelos canais são altamente recomendados e românticos, a melhor forma de dar um tempo da multidão de turistas. Já as carruagens, eu passaria.


Na Grote Mkte, coração da cidade, você encontra vários cafés ocupando os prédios coloridos mais lindos e perfeitos! Do lado oposto está o Palácio Provincial e o Campanário de Bruges. É possível subir ao topo pelos 366 degraus e além de ter uma vista privilegiada da cidade, ver de perto os 47 sinos em seu interior.


Seguindo pela rua Breidelstraat você encontra diversas lojas de chocolates (Leonidas, Godiva e Neuhaus), rendas e souvenirs em geral. Essa rua liga a Grote Mrkt à outra praça importante e imperdível, a Burg.


Na Burg há mais uma série de prédios incríveis com destaque para o prédio da prefeitura que foi construído no auge econômico de Bruges e sua fachada, em estilo gótico, vale alguns bons minutos observando os detalhes das esculturas. Ao lado, a antiga Casa dos Arquivistas encanta também com detalhes da Renascença. Ainda na Burg, com uma entrada muito discreta no canto à direita de quem está de frente para a Prefeitura, está a Basílica do Sangue Sagrado ou santuário Heilig Bloedbasiliek, que segundo consta, guarda uma das maiores relíquias da Igreja, um frasco com o sangue de Cristo. Confesso que não sou católica fervorosa, mas admito que essa foi uma das poucas igrejas que me emocionou realmente na Europa. Ela tinha uma energia diferente, uma paz envolvente.


Ao redor das duas praças há várias ruazinhas bucólicas que valem simplesmente se perder por elas e curtir o clima de cidade de conto de fadas. Quando cansar é só sentar em uma das inúmeras cervejarias e apreciar a cerveja belga, consideradas as melhores pelos apreciadores. Inclusive descolei uma listinha aqui de destaques: Chimay, Westmalle, Leffe, Brugs, Hoegaarden, Lambic, Kriek, Tripla, Lager, Duvel...


É possível fazer bate e volta das outras principais cidades belgas (Bruxelas, Antuérpia ou Ghent), o que aliás é recomendado, já que à noite não há muito movimento pela cidade. De Bruxelas, o trem leva cerca de 1 hora e custa cerca de 16 euros.

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